Ser um casal

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Casal, para mim, é a união de duas pessoas por livre e espontânea vontade. É você ser dois sendo um, é dividir alegrias e tristezas, amizades e inimigos, sonhos e medos. Não acredito na individualidade de um casal, afinal se é individual não é junto e se não é junto não é casal. Do que adianta casar e sair separado? Ter amigos diferentes? Se for para ser assim prefiro ser sozinha. Se não for para ser casal de verdade melhor não ser de mentira.

Cantarolando: O melhor pedaço – Sorriso Maroto e Jammil

Mês passado, mais especificamente no dia 28/02, fiz sete anos de namoro – MUITO né? – E a música que fez parte do meu momento é O Melhor Pedaço do Sorriso Maroto com participação especial da banda Jammil.

A letra da música é linda e o toque também. É uma música que toca meu coração que diz tudo o que eu queria dizer para o namorado naquele momento, nem tinha inspiração para escrever mais nada estava tudo ali escrito e cantado de uma forma linda.
Para quem se interessar ai vai o vídeo e a letra da música.

O outro lado de um casamento arruinado‏

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Era mais um dia de verão. O sol estava forte e o cheiro da água do mar avançava janela adentro. Fazia exatamente um ano que estive naquele lugar e como as coisas haviam mudado. Nunca acreditei nessa história que o mundo dá muitas voltas não, mas ele deu. A exatos um ano atrás eu era a felicidade em pessoa tinha entrado nessa mesma suíte no colo do meu marido. Imaginam a felicidade? Pois bem ela não durou muito. Do esperado sim no altar passando pelo “Eu os declaro marido e mulher” até o fim foram exatas 8 horas e 23 minutos – ainda não sei porque não esqueço os minutos. Foi tudo realmente muito intenso o momento mais intenso que já vivi. O casamento foi lindo a festa foi do jeito que sempre quis e a lua de mel tinha tudo para ser magnífica, ou melhor dizendo, o resto de nossas vidas. Lembro que nos preparativos do casamento pensei bem em cada pequeno detalhe para que NADA pudesse dá errado. Tão boba não sabia que quando uma coisa tem que acontecer ela acontece. Levanto com o cheirinho do café que entra pela porta não sei exatamente que horas são, mas desejo um banho de mar. Me arrumo tomo um rápido café da manhã conversando com a simpática recepcionista que lógico lembrou de mim e perguntou por ele. Ainda não sei dizer porque tive que escolher exatamente aquele mesmo lugar, eu devo gostar de sofrer só pode. Depois do fatídico dia 6 de maio me enterrei no trabalho, não quis conversar nem explicar para ninguém o que havia acontecido. Simplesmente devolvi os presentes com um muito obrigado escrito a mão em um papel qualquer. Falar sobre o assunto doía muito, por isso resolvi que não ia falar com ninguém nem mesmo com o meu psicólogo eu falava, era como se nada tivesse acontecido.

Deixo minhas coisas em um das espreguiçadeiras exclusivas do hotel que estão espalhadas pela praia e vou caminhando lentamente para o mar. Essa era a manhã que eu tanto esperei viver, mas não sozinha. A água estava uma delícia e era libertadora. A praia era calma e estava praticamente vazia e isso era ótimo. Precisava de paz. Tinha dedicado 364 dias exclusivos ao trabalho de segunda a segunda, isso foi ótimo. Consegui grandes clientes, abri minha empresa de eventos, fui promovida a Redatora Chefe, comandava uma grande revista e o mais importante consegui me manter longe de qualquer relação homem e mulher que pudesse fugir do padrão profissional. Totalmente realizada, esse era o meu estado profissional. Estava deitada na areia já devia ter uns vinte minutos quando uma menininha muito bonita e simpática disse para mim “Você é tão bonita quando eu crescer quero ser que nem você só que mais feliz” e simplesmente foi embora. Engoli seco o que nem havia bebido. Como assim ela achava que eu não era feliz? Como assim alguém disse na minha cara que eu não era feliz? Eu estava muito feliz tinha conseguido em um ano o que muitos não conseguiram em uma vida toda. Lógico que eu era feliz. A minha mente não parou de me mostrar episódios da minha vida que demonstravam claramente que eu não era feliz. Havia afastado qualquer pessoa que demonstrasse ter qualquer carinho por mim, principalmente quando esse carinho era pena, principalmente se essa pessoa fosse do sexo masculino. Eu estava ótima era assim que as pessoas tinham que me ver, era assim que eu acreditava que estava. Por trás dos óculos deixei algumas teimosas lágrimas percorrerem o meu rosto e logo elas deram espaço para muitas outras que foram libertadas depois de muito tempo. Com vergonha que alguém pudesse perceber o meu estado dramático fui correndo para o mar. Ele tinha sido o grande amor da minha vida o único namorado sério que tive. Vivi por aquele homem por longos anos. Construí toda a minha vida baseada em viver com ele. Não conseguia imaginar que poderia ter felicidade sem ele não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha acontecido comigo. Desabafei no mar, deixei a água levar toda a tristeza que transbordava pelos meus olhos. No fim do dia estava inchada, mas aliviada.

A programação do hotel incluía uma noite de luau para aquela sexta-feita quente, resolvi ir. Tinha decidido que iria começar a minha vida a partir dali nunca mais seria a pessoa “fria, sem graça e previsível” que ele disse com que havia erradamente se casado naquele dia. Foram muitas caipirinhas, muitas risadas, muitos flash e muitas amizades novas que surgiram naquela noite. Comecei a me desarmar e deixei que as pessoas começassem a se aproximar de mim – inclusive um belo branquelo de cabelos pretos e olhos castanhos que tanto me chamou atenção naquela noite. Foram duas semanas sensacionais, duas semanas em que eu me redescobri, duas semanas que entendi que aquela pessoa chata e previsível era culpa dele. Eu era uma pessoa extrovertida e feliz e continuaria sendo independente de quem estivesse ao meu lado. Nunca mais eu mudaria por alguém. Hoje já consigo me lembrar do dia 6 de maio sem doer o peito, hoje já consigo dizer graças a Deus por ele ter pego aquela madrinha que tanto se dizia minha amiga no dia do nosso casamento. Agradeço por não ter desperdiçado um lugar tão lindo com uma lua de mel que seria tão falsa como a nossa. Conheci vários Ricardos, Thiagos, Marcelos e Eduardos pelo caminho todos muito legais, mais nenhum que me chamasse a atenção. Continuo aproveitando a liberdade enquanto meu telefone pede desesperadamente para ser atendido. É ele dizendo que me viu na boate que eu estava linda e que queria reatar nosso romance. Bobinho mal sabe ele o bem que me fez. O nome dele? o nome dela? hoje nem fazem mais diferença.

Os ex’s amores que não são meus

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Lembro que no ensino médio e fundamental era eu que escrevia as cartas de amor que algumas amigas iriam entregar para o namorado - desculpe cara essa letra ai é a minha!

 Escrevendo essas cartas eu passava a viver cada namoro, a entender o ponto de vista deles, a analisar as críticas delas e a partir daí fantasiava um novo começo, trocava palavras que foram ditas por outras mais doces, mudava a intensividade das coisas, diminuía as brigas, aumentava os amores. No começo essa fantasia toda não era boa, me fazia acreditar que tudo podia ser só felicidade. Com o tempo e depois de muitas tempestades, aprendi! Aprendi a conviver com as pessoas, aprendi que ceder é uma ótima forma de ganhar. E no momento que percebi como poderia mudar a minha relação com o mundo, com o meu namorado mergulhei fundo. Tão fundo que não tem mais como voltar. Não que agora eu não erre mais é só que eu sei contornar os erros, sei ver o outro lado, sei ceder, sei me impor. Não me tornei a pessoa mais sociável do mundo, mas também não sou anti-social. Sou na minha se você for na sua, perfeito não?
Queria agradecer a todos os ex’s amores das minhas ex’s ou atuais amigas os seus relacionamentos desastrosos, seus erros, suas inseguranças me fizeram crescer.

Mudei, mudei, mudei

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  Mudei. Mudei tantas vezes que nem consigo contar. Mudei no dia em que conheci novos amigos. Mudei no dia em que deixei a chuva molhar meu corpo. Mudei no dia em que conheci novos lugares. Mudei no nosso primeiro beijo. Mudei com o seu primeiro sorriso. Mudei no dia em que fiz coisas erradas. Mudei minhas escolhas. Mudei o meu futuro diversas vezes. Mudei de bebida preferida. Mudei de estilo de vida. Mudei de estilo. Mudei tanto que quando olho as fotos não consigo me reconhecer. Mudei para melhor. Mudei para pior. Só sei que mudei. Mudei no dia em que seus olhos fizeram o meu brilhar e o seu sorriso me fez delirar, a partir desse dia mudo sempre que posso.

Dominou meu coração‏

Eu que prometi não gostar de ninguém, eu que me fiz de durona por muito tempo, eu que guardei todos os meus segredos, eu que não confiei em ninguém, eu que não cai em várias armadilhas, eu que jurei ser diferente me vejo aqui ansiosa ! Ansiosa pelo que me faz sentir, mesmo quando tento negar, ansiosa pelo seu sorriso. Eu que jurei nunca depender de ninguém sinto a necessidade da sua aprovação em tudo que faço. Eu que declarei que você seria apenas mais um te transformei no único capaz de dominar meu coração.

Sonhei com você

Hoje sonhei com você, me lembrei do seu sorriso, do seu olhar penetrante e da sua mania de estralar os dedos. Desejei te amar. Consegui ouvir sua voz e o seu sorriso gostoso. Passei a mão em seus cabelos. Rimos sem parar. Você me contou um segredo. JUROU ME AMAR. Hoje sonhei com você e e não queria ter sonhado. Como você continua lindo e engraçado. Ainda sinto o seu cheiro pela casa e quando deito ele está lá, impregnando meu travesseiro e me lembrando como era bom te amar. Foi tudo tão real, tão nostálgico que quando lembro me falta ar. Agora meu ex amor só me resta voltar a sonhar

Eduardo o cara babaca

Ana era uma menina gordinha que estudava no 1º ano do ensino médio enquanto eu estava no 3º ano. Ana era tímida e tinha poucos amigos, enquanto eu era popular entre todos do colégio. Alguma coisa sempre me chamou atenção naquela pequena garota de lindos olhos verdes que ficavam escondidos atrás de um grande óculos quadrado. Ela usava um numero maior do uniforme ao contrário de todas as outras meninas, não gostava de maquiagem e nem praticava esportes. Ana possuía uma mania de andar com um casaco xadrez vermelho e preto amarrado na cintura. Todos adoravam falar que ela era estranha e que nunca teria um namorado. Bobagem. No inicio do 3º bimestre precisei participar do reforço de português para não perder o ano e nem perder a bolsa atlética na faculdade. Para minha surpresa quando cheguei na sala do reforço Ana era a voluntária que iria me ajudar a melhorar as notas. E assim se passaram 3 meses de estudos 3 vezes a cada semana. Conheci melhor aquela garota, entendi seus conflitos, descobrir seus sonhos e queria gritar ao mundo como aquela garota era especial, mas não podia se fizesse isso estaria cometendo um suicídio social perderia todos os amigos e minha popularidade que eram tão importantes para ter um bom inicio na faculdade. Os dias se passaram e o final do ano já afetava a emoção de todos. Não encontrava mais Ana a 4 semanas e quando a via pelos corredores mudava a direção ou desviava o olhar o mais rápido possível. Como eu podia contar todos os meus medos e segredos para aquela garota quando estávamos sozinhos, mas no meio dos meus amigos as palavras sumiam eu não conseguia ser aquele garoto das aulas de reforço.
Era tradição no colégio a turma do terceiro ano aprontar alguma na festa de formatura, mas eu que sempre gostei de participar das bagunças não estava afim de saber os planos para aquela festa. O grande dia chegou, 13 de Dezembro de 2005, nunca vou conseguir esquecer esse dia, mas também não consigo lembrar de muita coisa – apenas flashes. Era 21:35 todos estavam dançando e meus amigos estava preparando grande espetáculo da noite. Eu estava ancorado no bar tomando um coca-cola gelada quando tudo começou. As luzes se apagaram ia começar o desfile das meninas que iriam ingressar no 3º ano. Carla uma loirinha linda era a primeira da fila, sempre muito atrevida e buscando por atenção ela fez sucesso na passarela. O desfile foi acontecendo, até o momento que no inicio da passarela avistei Ana. Ela estava linda em um vestido azul cabelo preso e sandália de salto. Quando ela assumiu o meio da passarela um balde de tinta preto caiu sobre ela. Foi tudo tão rápido. A música parou e todos riam bastante do que tinha acontecido. Nossos olhos se encontraram e ela tão desesperada me pedia socorro com o olhar.

Depois daquele dia fui para a faculdade e nunca mais tive notícias de Ana, tudo havia ficado no passado. Era o que eu pensava. Até o meu segundo ano da faculdade na festa de acolhida aos calouros a vi novamente. Estava linda, auto confiante, usava uma saia rodada e uma blusa de frio. Todos os garotos babavam por sua beleza. Novamente nossos olhos se encontraram e dessa vez foi ela que mudou o percurso para não passar por mim.

Me chamo Eduardo e sou o cara que perdeu uma grande garota por ser um babaca. 

Grande Vazio

Sinto coisas que não consigo explicar. Penso em coisas que não posso falar. Sou tão complicada que acabo me confundindo com as palavras e na hora de dizer o que sinto, o que anda acontecendo comigo, as palavras falham – me falta ar – e no fim é sempre a mesma coisa não consigo me explicar. Então espero a noite chegar para ficar deitada olhando para o nada, pensando em tudo e sentindo um grande vazio que me sufoca a cada segundo. E assim acontece por outras longas horas, dias, meses.

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